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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Daannillo: Cacau Novais show "Toda Bossa"

Daannillo: Cacau Novais show "Toda Bossa": "Desde que comecei a acompanhar o talento das cantoras regionais, surgiu a vontade de escrever sobre as apresentações que tenho assistido des..."

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Som do Norte: Foi Show: Cacau Novais

Som do Norte: Foi Show: Cacau Novais: "A primeira apresentação do show Toda Bossa , de Cacau Novais , que foi realizada ontem no SESC Boulevard, em Belém, comemorou em grande est..."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Som do Norte: Agenda Belém: Cacau Novais

Som do Norte: Agenda Belém: Cacau Novais: "Cacau Novais e Renato Torres no show de aniversário de Belém (janeiro/2011) Cacau Novais apresenta o show Toda Bossa nas próximas quinta..."

domingo, 24 de julho de 2011

BÉLA BARTÓK 1881 - 1945

Béla Bartók
O mais importante compositor húngaro do séc.20 e grande expoente da música moderna, Bartók foi também um mestre do folclore musical e professor reputado. Sua música ganhou vigor de temas, modos e padrões rítmicos das tradições da música folclórica húngara e outras, que ele sintetizou com influências de contemporâneos em seu estilo próprio e peculiar.
Nasceu em 25 de março de 1881 em Sînnicolau Mar, cidade da Hungria pertencente ao Império austrohúngaro. Teve sua infância abalada em 1888 pela morte do pai; tinha 8 anos de idade. O jovem Bartók compunha entusiasticamente, mas sofria de várias doenças infantis.
Em 1899, aos dezoito anos, Bartók mudou-se para Budapeste a fim de estudar na Real Academia de Música, onde se notabilizou como pianista de técnica agressiva e expressão refinada. Em suas primeiras composições, seguiu os passos de Liszt, Brahms e Strauss, de quem transcreveu Ein Heldenleben para piano. Mas suas prioridades musicais mudaram com a leitura das narrativas de Maksim Górki, nas quais os camponeses, de há muito desprezados ou idealizados pela literatura, se tornam gente de carne e osso.
Em 1907 Bartók foi nomeado professor de piano da Academia Real de Música, em Budapeste, e em 1911 ele e Kodály, compositou que o conheceu em 1904 e que também tinha o mesmo interesse pela música folclórica, fundaram a Nova Sociedade de Música Húngara.
Em 1905 foi a Paris para o Concurso Internacional Rubisntein de Composição e Piano. Ali descobriu Debussy e sua escrita modal e, pôr isso, voltando à Hungria, compreendeu o interesse das canções populares. Dedicou-se, desde então, com a parceria do amigo, o compositor húngaro Zoltan Kodaly, estudos científicos sobre as canções folclóricas. Para colecionar estas canções fez numerosas viagens pêlos campos, munido de aparelhos registradores, cilindros e muito papel de música. Com estas pesquisas conseguiu dissipar o engano de Liszt, que havia confundido o folclore musical húngaro com o dos ciganos da Hungria.
Um ano depois publicou com Kodaly uma primeira coletânea de cantos populares húngaros, num total de 20, pôr eles harmonizados. Bartók estenderia, então, o campo de suas pesquisas à música romena, búlgara e oriental; ao Egito à Turquia, onde esteve em 1932 e 1936, depois de tomar contato com a música árabe em Biskra, em 1913. O resultado, para a arte do próprio Bartók, foi um estilo baseado em particularidades musicais, alheias à música da Europa Ocidental, mas altamente pessoal; e que incluiu, depois, cada vez mais elementos da grande tradição européia, sobretudo Bach.
Foi nomeado professor de piano da Academia de Budapeste em 1907. Quatro anos mais tarde, a Comissão de Belas Artes de Budapeste recusava-se a apresentar sua ópera O Castelo do Barba Azul para a obtenção do prêmio de Melhor Peça Lírica. Mas em 1918 esta ópera era levada à Ópera Nacional de Budapeste, onde obteve grande sucesso.
Foi necessário esperar-se o fim da Primeira Guerra para que começasse e editar e executar sua música em outros países. Em 1924 publicou uma coleção de cantos populares romenos e húngaros. Em 1926 produziu diversas peças para piano e o balé O Mandarim Miraculoso. No ano seguinte partiu para sua primeira série de concertos na América e depois na Rússia.
Autenticamente democrata e horrorizado com o nazismo, recusa-se a permanecer em seu país quando o fascismo se instala no poder. Decide-se, em 1940, estabelecer-se nos Estados Unidos. Fez viagens de concerto, acompanhado de sua mulher, também pianista, apresentando a sua famosa Sonata para dois pianos e percussão.
Foi nomeado Doutor em Música pela Universidade de Columbia. Em 1943, a Fundação Koussevitzky encomendou-lhe o Concerto para Orquestra. Nesta época escreve a Sonata para violino solo (1944) e o Concerto N.5 (1945).
Em 1939 Benny Goodman, famoso clarinetista de jazz, encomendou-lhe uma composição para clarinete. Quando viu a pauta Benny ficou aterrorizado: "Vou precisar de três mãos para tocar isso, senhor Bartók. É a coisa mais difícil que jamais vi." Bartok riu-se: "Não se preocupe com isso. Toque aproximadamente o que escrevi." Mas o telentoso Benny Goodman fez mais que isso; Contrastes foi gravado pela Columbia, com Joseph Szigeti no violino, Bartók ao piano e Benny Googman no clarinete.
O reconhecimento do valor e da significação de sua obra não o alcança sequer nessa última arrancada final em que, precário de saúde e bens materiais, não deixou de trabalhar no hospital. Bartók compôs até o final de sua vida. Morreu em Nova York, em 26 de setembro de 1945, em uma miséria tão grande que não deixou sequer dinheiro suficiente para o pagamento de seu enterro.
Levaria ainda algum tempo para que o mundo pudesse ver em Bartók, na qualidade de uma invenção e inovação musical, poderosamente mergulhada nas raízes de sua terra, na indiferença a todos os modismos, nas novas sonoridades de sua orquestração, assim como no rigor intelectual, um dos maiores gênios musicais da primeira metade do século.

Fontes Bibliográficas:
BURROWS, John. Guia Ilustrado Zahar – Música Clássica. In: A Música Moderna 1900 - .Rio de Janeiro: J.Z.E, 2006. P.395-397.
ROSS, Alex. O Resto é Ruído – Escutando o Século XX. In: Em Busca do Real: JANÁCEK, BARTÓK, RAVEL. São Paulo: Compania das Letras, 2009. Cap 3. Dança da Terra – A Sagração, folclore, Le Jazz. p. 96-100.
Renata Cortez Sica. Disponível em: <http://www.renatacortezsica.com.br/compositores/bartok.htm>. Acesso em 24 de julho 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

RELEASE

ROBENARE MARQUES é pianista, compositor e arranjador, com formação em piano erudito e popular. Iniciou seus estudos em música aos 7 anos de idade e, aos 9, ingressou no Serviço de Atividades Musicais – SAM, atual Escola de Música da Universidade Federal do Pará - EMUFPa, sendo acompanhado pela professora de piano Lúcia Uchôa. Aos 22 anos, ingressou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná – EMBAP, onde cursou o Bacharelado em Composição e Regência. Para complementar sua formação, fez vários cursos nas áreas de harmonia, improvisação e arranjo com grandes nomes da música nacional e internacional, como: Jeff Gardner (USA), Ian Guest (HG), Bill Mays (USA), Luiz Moraes – Pardal (BR), Tim Rescala (BR), Toninho Horta (BR), Hermeto Pascoal (BR), entre outros. Em mais de 20 anos de carreira, ROBENARE MARQUES já acompanhou vários músicos e cantores brasileiros e estrangeiros, como: Alma Thomas (USA), JJ Jackson (USA), Mark Lambert (USA), Nicca Stuart (USA), Hermeto Pascoal, Leila Pinheiro, Fátima Guedes, Walter Bandeira, Paulo Levi, Flávio Venturini, Banda Funk Como Le Gusta, Hélio Delmiro e Sandro Araújo (Dois de Ouro). Também já dividiu o palco com músicos que desenvolvem seus trabalhos na música instrumental brasileira, como os guitarristas Toninho Horta, Bob Freitas, Nelson Faria e Careca Braga, os violonistas Salomão Habib e Nego Nelson, os baixistas Ney Conceição, Minni Paulo Medeiros, Glauco Soter, Boldrini e Adelbert Carneiro, os bateristas Kiko Freitas, Magrus Borges, Endrigo Betega, os saxofonistas Paulo Levi, Marcus Puff, Esdras Souza, Toninho Abenatar, Paulo Blanco, os pianistas Jeff Gardner, Fernando Montanari, entre outros. Em festivais, já marcou presença no Free Jazz Project (PR), Festival Internacional de Música (PA), Festival de Música Brasileira (PA), Joinville Jazz Festival (SC) e em todas as versões, até 2009, do Baiacool Jazz Festival (PA). Na docência, coordenou o Curso Básico de Música e lecionou no Bacharelado em Música Sacra, ambos no Seminário Teológico Batista Equatorial - Faculdade Teológica Batista Equatorial, em Belém/Pa, além de ter registrado sua participação em vários congressos de música por todo o Brasil, ministrando oficinas, cursos, workshops e palestras. Em 2004, apostou na carreira solo e lançou o primeiro CD da série “Sons e Tons”, trazendo arranjos para piano das músicas do violonista brasileiro Atilano Muradas. O segundo CD encontra-se em produção, na escolha do novo repertório. Atualmente, morando em Belém/Pa, ROBENARE MARQUES é pianista da Amazônia Jazz Band, produz o Robenare Piano Jazz Trio, faz apresentações de Piano Solo, atua na produção musical, elaboração de arranjos e composição de trilhas sonoras para filmes, companhias de danças e peças teatrais e atua como professor monitor na classe de Improvisação Musical do curso de Bacharelado em Música da Universidade do Estado do Pará. No dia 4 de novembro de 2010 foi eleito membro da Academia Paraense de Música passando a ocupar a cadeira de número 31.

Arvo Pärt


Gostaria de falar um pouco sobre este magnífico compositor de música contemporânea que agrada a todos os públicos, desde erudito até ao público fã de rock.
O compositor estoniano Arvo Pärt, nascido em 1935 e radicado na Alemanha desde os anos 1980, tem sido objeto de atenção do mundo musical por sua peculiar linguagem modal baseada na técnica intinnabuli, formulada e nomeada pelo próprio Pärt. Esta técnica se baseia na ideia de utilização exclusiva das três notas de uma tríade em ao menos uma das vozes da textura musical. Esta técnica tem sido utilizada por Pärt desde meados dos anos 1970. Sua obra apresenta também numerosas afinidades com a música medieval, arte estudada por Pärt nos anos de interrupção de seu trabalho composicional que se prolongaram de 1968 até 1976. O canto gregoriano ocupou lugar de destaque nestes estudos, sendo por esta razão importante para a compreensão de sua obra. São apontados também, por inúmeras fontes (trabalhos acadêmicos, encartes de gravações e textos críticos jornalísticos), vínculos da obra de Pärt com o minimalismo, que se manifestam sobretudo
no ideal de stasis, nos processos aditivos e nos ciclos. As técnicas desenvolvidas por Pärt, bem como aquelas que se podem relacionar a ele, são fértil campo para a formulação de novas ideias composicionais e mesmo para o reencontro com ideias antigas que podem fertilizar a expressão musical atual. Algumas de suas obras estão disponíveis no Youtube; vale conferir.