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sexta-feira, 8 de julho de 2011

RELEASE

ROBENARE MARQUES é pianista, compositor e arranjador, com formação em piano erudito e popular. Iniciou seus estudos em música aos 7 anos de idade e, aos 9, ingressou no Serviço de Atividades Musicais – SAM, atual Escola de Música da Universidade Federal do Pará - EMUFPa, sendo acompanhado pela professora de piano Lúcia Uchôa. Aos 22 anos, ingressou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná – EMBAP, onde cursou o Bacharelado em Composição e Regência. Para complementar sua formação, fez vários cursos nas áreas de harmonia, improvisação e arranjo com grandes nomes da música nacional e internacional, como: Jeff Gardner (USA), Ian Guest (HG), Bill Mays (USA), Luiz Moraes – Pardal (BR), Tim Rescala (BR), Toninho Horta (BR), Hermeto Pascoal (BR), entre outros. Em mais de 20 anos de carreira, ROBENARE MARQUES já acompanhou vários músicos e cantores brasileiros e estrangeiros, como: Alma Thomas (USA), JJ Jackson (USA), Mark Lambert (USA), Nicca Stuart (USA), Hermeto Pascoal, Leila Pinheiro, Fátima Guedes, Walter Bandeira, Paulo Levi, Flávio Venturini, Banda Funk Como Le Gusta, Hélio Delmiro e Sandro Araújo (Dois de Ouro). Também já dividiu o palco com músicos que desenvolvem seus trabalhos na música instrumental brasileira, como os guitarristas Toninho Horta, Bob Freitas, Nelson Faria e Careca Braga, os violonistas Salomão Habib e Nego Nelson, os baixistas Ney Conceição, Minni Paulo Medeiros, Glauco Soter, Boldrini e Adelbert Carneiro, os bateristas Kiko Freitas, Magrus Borges, Endrigo Betega, os saxofonistas Paulo Levi, Marcus Puff, Esdras Souza, Toninho Abenatar, Paulo Blanco, os pianistas Jeff Gardner, Fernando Montanari, entre outros. Em festivais, já marcou presença no Free Jazz Project (PR), Festival Internacional de Música (PA), Festival de Música Brasileira (PA), Joinville Jazz Festival (SC) e em todas as versões, até 2009, do Baiacool Jazz Festival (PA). Na docência, coordenou o Curso Básico de Música e lecionou no Bacharelado em Música Sacra, ambos no Seminário Teológico Batista Equatorial - Faculdade Teológica Batista Equatorial, em Belém/Pa, além de ter registrado sua participação em vários congressos de música por todo o Brasil, ministrando oficinas, cursos, workshops e palestras. Em 2004, apostou na carreira solo e lançou o primeiro CD da série “Sons e Tons”, trazendo arranjos para piano das músicas do violonista brasileiro Atilano Muradas. O segundo CD encontra-se em produção, na escolha do novo repertório. Atualmente, morando em Belém/Pa, ROBENARE MARQUES é pianista da Amazônia Jazz Band, produz o Robenare Piano Jazz Trio, faz apresentações de Piano Solo, atua na produção musical, elaboração de arranjos e composição de trilhas sonoras para filmes, companhias de danças e peças teatrais e atua como professor monitor na classe de Improvisação Musical do curso de Bacharelado em Música da Universidade do Estado do Pará. No dia 4 de novembro de 2010 foi eleito membro da Academia Paraense de Música passando a ocupar a cadeira de número 31.

Arvo Pärt


Gostaria de falar um pouco sobre este magnífico compositor de música contemporânea que agrada a todos os públicos, desde erudito até ao público fã de rock.
O compositor estoniano Arvo Pärt, nascido em 1935 e radicado na Alemanha desde os anos 1980, tem sido objeto de atenção do mundo musical por sua peculiar linguagem modal baseada na técnica intinnabuli, formulada e nomeada pelo próprio Pärt. Esta técnica se baseia na ideia de utilização exclusiva das três notas de uma tríade em ao menos uma das vozes da textura musical. Esta técnica tem sido utilizada por Pärt desde meados dos anos 1970. Sua obra apresenta também numerosas afinidades com a música medieval, arte estudada por Pärt nos anos de interrupção de seu trabalho composicional que se prolongaram de 1968 até 1976. O canto gregoriano ocupou lugar de destaque nestes estudos, sendo por esta razão importante para a compreensão de sua obra. São apontados também, por inúmeras fontes (trabalhos acadêmicos, encartes de gravações e textos críticos jornalísticos), vínculos da obra de Pärt com o minimalismo, que se manifestam sobretudo
no ideal de stasis, nos processos aditivos e nos ciclos. As técnicas desenvolvidas por Pärt, bem como aquelas que se podem relacionar a ele, são fértil campo para a formulação de novas ideias composicionais e mesmo para o reencontro com ideias antigas que podem fertilizar a expressão musical atual. Algumas de suas obras estão disponíveis no Youtube; vale conferir.